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Dia 2

Por Leonardo Dutra.

Os aviadores conhecem um ditado pertinente para o segundo dia da nossa Expedição: aviões são o meio de transporte mais rápido que existe para todos aqueles que não tem pressa.

Foi exatamente esta a realidade deste dia 31 de agosto. Pancadas de chuva castigaram a cidade de Penápolis durante toda a madrugada e o aeródromo permaneceu fechado para nosso voo no dia de hoje.

Ao final da tarde o tempo melhorou, contudo, nossa rota para o leste do Estado de São Paulo permaneceu impossível para o AB-180.

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Aproveitamos o dia para descobrir mais detalhes da aviação do interior paulista. Para entender um pouco mais da vocação aeronáutica de Penápolis voltamos à MANAV – oficina aeronáutica. Tivemos a oportunidade de conversar com o senhor Cláudio Tagliavini, um dos proprietários da oficina, conversando sobre valiosas histórias da aviação do país.

Entre outros fatos, Cláudio, que aos 72 anos contou que trabalha com aviões desde os 9 anos de idade, apresentou-nos o Beechcraft Modelo 18. A aeronave estacionada no pátio da oficina MANAV voou na Segunda Guerra Mundial e espera o processo de nacionalização no Brasil para ser recondicionada e voltar a operar.

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A MANAV foi fundada em 1973 pelos sócios Cláudio Tagliavini e Rubens Coimbra. Segundo os proprietários, atende entre 20 e 30 aeronaves por mês em atividades de manutenção e restauro de equipamentos.

A empresa que conta com uma equipe de 26 funcionários trabalhou fortemente no processo de nacionalização de aeronaves seminovas e clássicas em um passado recente, contudo, aguarda melhores condições econômicas do país para voltar a colocar mais aeronaves estrangeiras no céu do Brasil.

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Após visitarmos a oficina fomos convidados para uma verdadeira instituição da aviação: o churrasco de um piloto que havia solado uma aeronave no dia de hoje.

Em poucas cidades brasileiras tive a oportunidade de experimentar tamanha hospitalidade como a oferecida pelo Aeroclube de Penápolis para os visitantes e alunos da instituição.

Em uma literal conversa de porta de hangar, aproveitamos um bom churrasco acompanhado de uma cerveja gelada na noite desta quarta-feira. Pilotos experientes e iniciantes foram iguais no hangar do Aeroclube de Penápolis, debatendo histórias da aviação do passado e do presente.

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Falou-se de uma expedição de um casal de aviadores que repetiu uma das rotas do Correio Aéreo Nacional que passava por Penápolis; relembrou-se amigos que partiram em acidentes aéreos; comentou-se histórias do tempo em que os T-6 da Esquadrilha da Fumaça voaram pelos céus a cidade, entre tantos assuntos que somente as portas dos hangares conseguem produzir.

Assim, embora a meteorologia tenha nos mantido no solo nesta quarta-feira, foi um dia inesquecível e valioso para compreender a realidade da aviação de treinamento do Brasil.

O tempo abriu no final desta tarde e tudo indica que decolaremos amanhã para prosseguir com a nossa viagem. Catanduva e Bebedouro (SP) nos recebem nesta quinta-feira, neste projeto que busca apresentar os detalhes da aviação de treinamento do Brasil para aviadores e entusiastas do país e do mundo.

Confira algumas fotos deste segundo dia de Expedição:

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1 Comment Write a comment

  1. Brilhante trabalho! Venha nos visitar quando quiser comando! um abraço!

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